Pegamos as nossas mochilas, literalmente, e viemos para a Itália. País
pequeno, do futebol, boa comida, italianos falantes e gesticulosos, de cidade e
do campo… o que não falta é coisa para ver aqui. A primeira grande cidade do
interior que escolhemos foi Nápoles, cidade ao Sul da Itália, aos pés do vulcão
vesúvio, de Pompéia e da Costa Amalfitana, localização que coloca a cidade como
um dos destinos mais interessantes, para não dizer imperdível.
De acordo com os guias que lemos e as dicas de Leonardo Orrico, Nápoles é a cidade que traduz a Itália que vemos nos filmes e um
pouco mais. É grande, com mais de 1 milhão de habitantes, praticamente todos fumantes
(ativos e passivos), barulhenta, portuária, de trânsito confuso, onde você
atravessa em qualquer lugar e os carros param (às vezes), de motos (muitas),
ruas estreitas, escadarias, comidas, camelôs, obras pela cidade que parecem
intermináveis, fachadas de prédios mal conservadas, de lixo pelo chão e amontoados
nas esquinas, de pessoas mais informais e que aparentam menos preocupação com
as aparências. Mas a caracterísitica que mais destacamos de Nápolis e que, até
agora, só vimos aqui, é das roupas penduradas nas sacadas dos prédios. Seja nos
bairros mais pobres ou nos “ricos”, a tradição aqui é pendurar nas sacadas de
calcinha a lençol. Quem chega estranha mas depois se acostuma. É costume mesmo…
enfim Nápoles é uma cidade punjante, diferente das outras cidades na Europa,
mais humana até.
Apesar de termos ideia do que poderíamos encontrar, quando chegamos em
Nápoles e vimos tudo isso nos assustamos. Conversando com Osmir sobre as
impressões que a cidade passa, chegamos ao consenso que Nápoles não possui o
refinamento das outras cidades europeias. Mas afinal, até que ponto o
refinamento é uma coisa boa? Assim como o açúcar (que comparação horrível – não
pensei em outra coisa), o refinamento elimina características ruins e boas. No
caso das cidades, melhor, das pessoas das cidades, o refinamento acaba por “esfriar”
as relações humanas. Os guias em geral classificam a Itália entre o norte e o
sul. O primeiro sendo uma região rica, industrializada e formada por pessoas “bem-educadas”,
enquanto o sul é mais pobre, agrícola e com pessoas mais bruscas. Não sei,
parece um pouco com o Brasil quando deparamos o Sul com o Norte e Nordeste.
Fazendo uma comparação (eu viajando) entre ir a uma feira no Sul do Brasil e
outra no Nordeste verificamos que são coisas totalmente diferentes. Se olharmos
para a questão de organização e higiente, a do Sul seria mais refinada. Se
compararmos as relações humanas, as do norte e nordeste com certeza são mais
calorosas, espontâneas e humanas. É isso que Nápoles tem e que muito nos
agradou.
Sim, apesar de pobre, o sul da Itália tem uma malha ferroviária de fazer
inveja a muitos lugares. Estou escrevendo esse post num trem a 300km/h, com
wi-fi, que saiu do centro de Nápoles a pouco com destino a Veneza. Parece até
com a viagem de Salvador a Itaparica. É brinquedo?
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Nápoles |
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Castelo do Ovo (não sei porque esse nome) |
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Ruelas de Nápoles e seus motociclistas. |
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Cinzeiro gigante na estação de trem de Nápoles. |
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À direita. |
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Ruas de Nápoles |
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Fruteria em Nápoles. |
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Colunas romanas em Pompéia. |
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Árvore em Pompéia plantada pela sobrinha-neta da cunhada da esposa de Aristóteles. |
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Anfiteatro de Pompéia. |
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Uma birra. Uma não, duas! |
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Arte romana no museu de Nápoles. |
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O "tédio no museu de Nápoles" ou "o mundo lá fora". |
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Mosaico que estava em Pompéia. |
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